Da Sessão Letras Perfeitas: Espelhos D`Água
Hum... Seus olhos são espelhos d`água Brilhando você Pra qualquer um Hum... Por onde esse amor andava? Que não quis você De jeito algum? Hum... Que vontade de ter você Que vontade de perguntar Se ainda é cedo Hum... Que vontade de merecer Um cantinho do teu olhar Mas tenho medo Um beijo grande O construtor
Escrito por Julio SAM às 2:02 AM
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Da Sessão Internet: RSS a maravilha da notícia
Hoje conheci uma ferramenta que vai, com certeza, revolucionar o sistema de comunicação digital daqui pra frente. É o RSS, um formato de distribuição de informações pela internet baseado em XML. Ao usar RSS, você fica sabendo imediatamente quando uma informação do seu interesse é publicada, sem que você tenha de navegar até o site de notícias. Para usufruir desta maravilha, eu baixei um Agregador RSS , o InstantaNews!, que é um add-in pro Microsoft Outlook.
Resumindo, eu posso ler notícias diretamente do meu Outlook, isto inclui vários jornais, canais do UOl e algus blogs que já disponibilizam este formato de leitura. Se você quiser pode instalar aí também e ler este blog diretamente do seu Outlook. Basta incluir no InstantaNews! o canal http://dasestrelas.rssblog.zip.net/ .
Façam suas apostas, isso vai mudar bastante a maneira de ler as coisas que a gente mais gosta! Maiores informações sobre o RSS aqui!
Um beijo grande O construtor
Escrito por Julio SAM às 10:12 AM
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Virou Construção!
Aconteceu! A genética já previra, mas a manifestação até que demorou. O fato é que a cada dia que passa os genes da minha irmã se mostram mais fortes em mim. Eu li 6 livros em 20 dias, coisa que nunca havia feito. Alguns textos meus foram publicados no "Palavra Viva" desse ano e até recebi uma menção honrosa da Academia Paranaense de Letras como "Novos Talentos". Confesso que gostei da sensação. Mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa!
E foi aí que o Fragmentos Amorosos e Desesperos Poéticos morreu. Porque eu queria escrever sobre tudo e não apenas sobre soluços sentimentais. Os fragmentos se juntaram, reuniram palavras-tijolo e citações-cimento para dar forma à minha Pequena Cidade de Letras. Um mundinho diferente e ilógico que eu construo cada vez que sento no teclado. Não é tão caótica como as grandes cidades, mas pretendo que não seja monótona quanto o interior de lugar nenhum.
Sim, esta é mais uma tentativa de manter um blog regular. Provavelmente não conseguirei escrever todos os dias. Há não ser que eu crie disciplina na coisa. Antes de dormir: fazer xixi, escovar o dente, ligar o despertador, escrever mais um tijolinho e cama! Apareçam, comentem, sintam-se em casa. Cada um de nós mora numa cidade diferente. Pois criamos em cada canto um lugar só da gente. Chega mais. A cidade é grande e sempre cabe mais um!
Um beijo grande O construtor
Escrito por Julio SAM às 9:30 AM
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Maldição
Hoje é dia de Poesia!
Maldição Por Júlio Bonrruquer Neto
Maldito rádio! Essas coisas tristes desse triste cara destruindo corações. Ainda lembro teu sorriso: tão eterno e tão fatal. No papel algumas linhas que não são prosa ou poesia São saudade e só!
Malditas linhas que escrevo! Me fazem lembrar você. Essa coisa de indecisão, de não saber o que se quer. Essa coisa que arde É saudade e só!
Neguei teu corpo e a lembrança Sujei teu nome, te fiz chorar. E no final, as minhas noites Eram fogo e desejo Eram saudade e só!
Escrito por O Poeta das Estrelas às 11:41 PM
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Saudade
Desculpem o rompante confessional, este era pra ser um blog só de poemas, mas é que hoje me deu uma saudade tão grande da minha irmã.
Escrito por O Poeta das Estrelas às 11:56 AM
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Poema Afim
Hoje é dia de Poesia!
Poema Afim
Por Júlio Bonrruquer Neto
Esse era pra ser um poema assim, Meio sem assunto, um poema afim. Poderia ser escrito por qualquer um, por você ou por mim.
Mas e aí? Não tem sentido? Calma, tem sim! É como eu já disse, é um poema afim. Que rima com jasmim, que a gente colhe no jardim pra entregar pr`aquela menina assim
Aquela menina que a gente é afim! Ta bom assim? Num poema afim, o fim é mais ou menos assim!
Agora é só você dizer sim!
Escrito por O Poeta das Estrelas às 11:49 AM
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De repente
Hoje é dia de Poesia!
De repente
Por Júlio Bonrruquer Neto
Quando tudo parecia negro Quando tudo parecia morto
De repente um sorriso De repente um olhar
Quando tudo parecia seco Quando tudo parecia frio
De repente um abraço De repente um amigo
Quando tudo parecia triste Quando eu parecia só
De repente um amor De repente você!
Escrito por O Poeta das Estrelas às 11:49 AM
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Paixão
Hoje é dia de Poesia!
Paixão
Por Júlio Bonrruquer Neto
Então é isso a paixão?
Que corrói e corrompe,
Ilude e destrói.
Que alegra e apaixona,
Faz sorrir e chorar.
Que movimenta montanhas
E gera revoluções.
Então é isso a paixão? Que inspira e incita,
Que é bom e tanto dói.
Então é isso a paixão?
Que é ferro e é fogo,
Abrigo e descanso,
Que é pesadelo e desejo
E faz tão mal.
Que do amor, do teu corpo
Traz sempre o meu bem.
Então é isso, paixão O que me faz viver?
Escrito por O Poeta das Estrelas às 7:38 AM
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A Casa das Angústias
Hoje é dia de Poesia!
A Casa das Angústias
Por Júlio Bonrruquer Neto
Seja Bem-vindo!
Aqui, dentro da casa, moram coisas sombrias
Pensamentos perdidos, tolices e a escuridão
Providas das trevas, as ameaças da vida
Promessas feitas e não cumpridas.
Medo e horror, terror e ódio
Vestígios ciumentos de velhos amores
Coisas importantes nesta farsa
Teu silêncio e o meu
Antes só a mal acompanhado
Nunca só, o medo sempre ao lado
Figuras mortuárias habitam os quartos
Nos corredores distantes, a temível solidão
Solta pela cozinha, a fome insana do amor
Na lavanderia, trajes manchados com tristezas passadas
Tanto amor e tanto sangue
Na porta da frente um aviso: Não Entre!
Velhos jornais recobrem imundas janelas
Com notícias que não aconteceram
Para que ninguém olhe para dentro
E por acaso descubra a fera interior
A fera em si mesmo
Dentro da casa recruzam angústias
Perdição de todo ser
Na porta dos fundos um cadeado emperrado
Está preso eu seu próprio interior.
Escrito por O Poeta das Estrelas às 12:25 PM
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Deserto
Hoje é Dia de Poesia!
Deserto Por Júlio Bonrruquer Neto
“Não consigo mais escrever todo encanto se foi. A intermitente veia verbal do oceano turvo que sinto nem sei como simplesmente secou toda tinta que escrevo.
Engasgou em mim toda fúria dessa garganta-caneta
Não consigo mais escrever do amor, sobrou nem grito só coágulos de sentimento é tudo areia, tudo sol é tudo seca “
Escrito por O Poeta das Estrelas às 12:55 AM
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Marizote
Hoje é dia de Homenagem!
Marizote Por Júlio Bonrruquer Neto
Tudo bem que já não fosse a tia gorda. Tudo bem que não usasse tailleur cinza. Tudo bem até que em vez de maquilagem às vezes usasse olheiras. Mas aqueles malditos all star coloridos, não. Não era possível que aquilo fosse a nova professora de língua.
Se ainda fossem novos ou limpos tudo bem. Mas aquele maldito par de tênis não me saía da cabeça. Eu gostava do jeito que falava. Como todas as coisas sérias do mundo pareciam simples e objetivas quando ela sorria. Eu gostava dos poemas no final de cada aula e eu gostava de poder ajudar. Eu era representante de classe, sabe? Daqueles pau-pra-toda-obra. Mas eu não podia conceber o maldito par de all star amarelo.
All star amarelo não combina com norma padrão, preconceito lingüístico, como fazer. All star amarelo não combina com alguém que passou do segundo grau. A maquilagem cai muito bem com um par de brincos e a norma culta. Um par de saltos ficaria perfeito em sua complexidade verbal. Ao invés disso, os livros de poemas dentro da bolsa e o maldito all star.
A questão é que essa mulher nos conquistou. Ao contrário de outros que tentaram nos comprar com aparências e cargos importantes essa mulher nos conquistou assim mesmo de cabelos desarrumados, calças largas e all star amarelo. Não era possível. Preconceito lingüístico, a desconstrução.
Eu achava divertido quando ela dava suas broncas e achava terno quando pedia minha ajuda. Eu parecia mais perto do paraíso em poder ajudar. Entre as muitas coisas que essa mulher me ensinou, ela me ensinou a gostar dos all star estampados, do cabelo esvoaçante e das mil idéias que carrega na cabeça.
E esta história não acaba por aqui, ela continua me ensinando mais e mais. E quem sabe um dia, quando ela já tiver me ensinado bastante, eu possa escrever um texto digno de tudo aquilo que ela fez por mim.
Escrito por O Poeta das Estrelas às 11:59 AM
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Vento
Hoje é dia de Poesia!
Vento Por Júlio Bonrruquer Neto
você é sempre assim
como o vento
vem calminho
sopra
arrepia a gente da cabeça ao pés
e parte calminha como veio
deixando a lembrança
apenas nos pelos da gente
é assim que eu me sinto
quando você fala
calminha
e parte.
Escrito por O Poeta das Estrelas às 11:44 AM
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Desafio
Hoje é dia de Poesia!
Desafio Por Júlio Bonrruquer Neto
Olha dentro dos meus olhos
e diz, reunindo coragem,
que não me ama nadinha
e nem se lembras de mim!
Diz que é indiferente
à minha mão na palma da sua mão
Diz, olhando nos meus olhos,
sem que trema a tua voz
que não desperto emoção
quando me deito nos teus braços
Diz, olhando nos meus olhos,
que nada muda no mundo se eu estiver ausente
E que nem sentes falta
das conversas noite adentro
Às vezes cheias de riso
Às vezes cheias de mágoa.
Diz, olhando nos meus olhos,
sem hesitar um segundo
que isto não é amar.
Escrito por O Poeta das Estrelas às 12:53 PM
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Doação
Hoje é dia de Poesia!
Doação
Por Júlio Bonrruquer Neto
Nunca mais! Disse ela tentando afastá-lo. Nunca mais faça isso dizia enquanto tentava desembaraçá-lo de seu corpo. Justificava que nunca poderia retribuir e que não era justo que fosse desse jeito. Racional como sempre. Não sabe ela que essa é a magia da coisa toda, doação. o Amor não é equação matemática nem lei física. Não existe sinal de igual nem ação e reação. O ponto de partida é doar-se para o outro, entregar sua existência. Por um segundo, alguns minutos, uma vida inteira, tanto faz.
Só se precisa acreditar, como em Deus. Ter fé, aceitar como dogma. Sem prova, sem argumento, sem medo, sem opção. É tudo o que o amor precisa. Que se acredite nele acima de tudo. Acima do eu, acima do outro, acima do tempo. É preciso acreditar que é a única maneira de salvar a alma. Talvez não do inferno, mas do frio da rua, do escuro da noite, do cinza da chuva. O amor é seu caminho e nele acredita.
Escrito por O Poeta das Estrelas às 12:50 AM
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Diferentes
Hoje é dia de Poesia!
Boa noite, meus amigos e amigas!
Esta é a re-estréia desse projeto pessoal tão importante pra mim. E eu fico muito feliz de poder dividi-lo com cada um de vocês. Eu preciso da poesia, preciso do compromisso. Eu preciso de vocês!
Por favor, me escrevam. Seus contos, seus textos, seus problemas, suas saudades. Por favor, me escrevam sempre. Escrever é o alimento do próprio texto, uma autofagia gramatical. Cada linha escrita traz em si uma lembrança, um sonho, uma saudade. Cada linha escrita traz um dia do futuro, um minuto do passado e muita coisa que vivemos.
O texto dessa semana é meio antigo. Mas deve ser inédito para a maioria de vocês. Fala desses amores urbanos, cheios de medos e traumas e fala da ironia do destino. É um poema com cheiro de café e de chuva. Pra ler antes de dormir. Um beijo do tamanho do mundo!
Julio SAM
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Diferentes
Por Júlio Bonrruquer Neto
Se conheceram por acaso. Ele escritor, um faz tudo como muito desses que existem por aí. Pulava de emprego em emprego como quem troca de camisa. Ela advogada, dedicada e inteligente como se exige dos bons advogados. Lutava pelos seus sonhos custe o que custar. Não tinham muito em comum além de morar no mesmo bairro. Bairro bacana, mas com o tipo de gente que não conhece os vizinhos. Eram quase vizinhos. Se conheceram na internet, de madrugada, por acaso. Ela procurava um amigo antigo, ele simplesmente não tinha nada melhor pra fazer.
Ele era bobo, apaixonado por tudo. Um desses românticos inveterados. Ela era interessante, não gostava de romance e morria de amores pelo gato e o gato não gostava dele. Ele gostava de bossa e de um sambinha no final de semana. Ela de bons livros, café bombom e full jazz. Realmente não tinham nada em comum. Ele falava durante os filmes e ela odiava o fato de ele a ficar encarando. Ele achava inevitável, ela irritação. Ele é sempre feliz, ela andava triste e o coitado achava que podia ajudá-la. Que o que ela precisava era de um pouco de amor e de riso. E isso ele tinha.
Ela achava que ele guardava algum grande mistério. Ele só queria estar com ela. E mesmo sendo pessoas muito diferentes, resolveram se beijar. Ninguém ainda sabe porque, se foi o café, se foi o cheiro de chuva daquela madrugada, se foi a carência dos dois. O fato é que se beijaram, mesmo não devendo e foi um beijo bom. Era o fim de tudo, estavam condenados. Não havia espaço na vida dela para uma coisa como ele.
Ele era teimoso, persistente pra alguns, teimoso pra ele e mesmo sabendo de tudo isso ele apareceu de novo. Ficavam horas juntos, sempre no final da noite, namorando dentro do carro. Ela tinha medo da palavra namoro, ele não ligava. Ela nunca tinha beijado com trilha sonora, ele tinha mil canções pra cantar. Ela era linda, ele sabia admirar. Ele dizia, ela negava. Linda. Fizeram alguns planos e cumpriram alguns deles. Foram ao cinema, tomaram café. Café bombom.
Ela ficou doente, ele preocupou. Se viram só um pouquinho. Ele assistiu televisão, ela se deitou. E a noite foi vazia sem ouvir sua voz, o telefone não tocou. Leu Drummond e dormiu cedinho. Era cedinho, ela ligou. Ele atendeu. Ela sem jeito, ele feliz. E se fez dia na noite dele e o sol surgiu. Ela tinha que pensar, ele aceitou. E foram trabalhar, ele não agüentou. Voltou pra casa e rimou esse texto. Texto sem final como a história que viveram.
Escrito por O Poeta das Estrelas às 8:10 PM
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